MINAS GERAIS

 

Uso das tornozeleiras, indicado em situações diversas, será expandido no Estado .

Uma resolução conjunta publicada pelo Tribunal de Justiça (TJMG) e outros seis órgãos regulamentou o Programa de Monitoração Eletrônica de Custodiados no Estado. O programa prevê o uso das tornozeleiras eletrônicas em várias situações, como nos casos de violência doméstica, para garantir a integridade física das vítimas, como medida cautelar diversa da prisão e quando for necessário monitorar o cumprimento da pena fora dos estabelecimentos
prisionais. Uma das previsões da iniciativa é regionalizar o uso das tornozeleiras, que hoje está restrito à Capital e à Região Metropolitana. A Resolução 205/2016 foi publicada em agosto deste ano. O juiz auxiliar da presidência do TJMG, Thiago Colnago Cabral, explica que a resolução é importante por definir diretrizes para o uso das tornozeleiras em Minas. O documento também prevê a expansão do atendimento, o que pode beneficiar os presos, na Capital
e no interior, que não precisariam estar encarcerados, caso houvesse a possibilidade de que fossem monitorados eletronicamente. “Metade da população prisional é de pessoas que cumprem prisão provisória. Em muitos casos, esses presos poderiam responder ao processo em liberdade, porém sendo monitorados”, explica o magistrado. A tornozeleira é um dispositivo afixado ao corpo que indica a distância, o horário e a localização da pessoa monitorada. Sua utilização pode ser indicada pelo juiz ou requerida pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública ou pelo defensor da pessoa que será monitorada, entre outras situações. Quando há a determinação do uso da tornozeleira, a decisão especifica os locais de acesso permitido, os períodos e o prazo em que a monitoração vai vigorar. AGRESSOR - Nos casos de violência doméstica, o juiz pode estabelecer a distância mínima entre agressor e vítima. Se a vítima concordar, recebe um dispositivo de monitoração, que mantém junto ao corpo, de forma a detectar eventual aproximação ou a frequência do agressor em determinados lugares. Sempre que há o descumprimento de qualquer uma das medidas fixadas, uma central de monitoração emite chamado luminoso via tornozeleira e faz contato por telefone. Se a tornozeleira foi indicada para o cumprimento de medida protetiva em razão de violência contra a mulher, a vítima deve ser alertada sobre a aproximação do agressor, e a Polícia Militar precisa ser acionada. A expansão desse sistema no Estado vai acontecer a partir da criação de novos núcleos regionais de monitoração eletrônica, atendendo a critérios orçamentários e às demandas locais.


RESULTADOS - A juíza Luziene Medeiros do Nascimento Barbosa, da 6ª Vara Criminal de Belo Horizonte, acredita que a tornozeleira eletrônica é um recurso importante diante da superlotação do sistema penitenciário. A magistrada diz acreditar que os resultados positivos dependem do perfil da pessoa monitorada. “Antes de sair, o preso é orientado. Não é porque alguns descumprem as medidas estabelecidas que vamos repudiar o recurso. Obviamente, o sistema precisa ser aperfeiçoado: tanto a pessoa monitorada quanto os profissionais que manuseiam os dispositivos precisam da orientação adequada”, opinou. A magistrada ressaltou que é preciso acreditar que a aplicação do recurso vai dar certo, sem desistir do ser humano que vai utilizar o dispositivo. O juiz Marcelo Gonçalves de Paula, da 14ª Vara Criminal de Belo Horizonte, com competência para o julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, também avalia que o uso do recurso é positivo. “É uma ferramenta muito eficiente. Quando termina o prazo determinado para a monitoração, o agressor, em geral, fica ansioso para retirar o dispositivo e evita a reiteração do ato de violência”, diz.

 

Metade da população carcerária é de pessoas que cumprem prisão provisória. Em muitos casos, poderiam responder em liberdade, sendo monitoradas.

Publicado no Diário Oficia MINAS GERAIS SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 - 4

Primeiro lote vai beneficiar 33 municípios, com investimento inicial de R$ 367 mil; o segundo, com mais 100 veículos, está previsto para outubro

O governador Fernando Pimentel entregou ontem, em cerimônia realizada no Palácio Tiradentes em Belo Horizonte, o primeiro lote com 134 novas viaturas locadas que atenderão departamentos da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em 33 municípios. O investimento inicial é de R$ 367 mil, chegando a R$ 641 mil com a entrega do segundo lote, de mais 100 viaturas. Essa segunda etapa está prevista para o próximo mês.

"Nós conseguimos, com grande esforço, entregar essas viaturas. Mas não destaco só a entrega das viaturas em si. É, de fato, uma mudança do modelo. Estamos adotando a frota alugada, que a Polícia Militar já está usando. Eu creio que é um modelo muito mais eficiente, muito mais operacional do que a gente ter frota própria. Quem é delegado, investigador de polícia, escrivão, enfim, quem está na atividade policial sabe disso", afirmou o governador. Os carros foram locados por meio de processo licitatório e os recursos garantidos ao orçamento da Polícia Civil pelo Tesouro Estadual.

De acordo com Pimentel, o segundo lote com 100 viaturas vai atender o interior do Estado, que também poderá ser contemplado com a reforma da frota própria da corporação. "A demanda do reequipamento da Polícia Civil é uma reivindicação do Estado inteiro. Nós constatamos isso no ano passado, quando lançamos, em junho, os mecanismos dos Fóruns Regionais de Governo. Eu visitei as 17 regiões do Estado e pude constatar que uma das primeiras demandas, senão a primeira, no campo da segurança pública, é justamente a presença mais efetiva e mais permanente da Polícia Civil no Estado inteiro", completou, citando ainda a incorporação de 945 investigadores de polícia no início deste mês de setembro. Outros 115 investigadores estão em curso de formação.

A entrega dos veículos atende às demandas colhidas durante os Fóruns Regionais de Governo, especialmente nos Territórios de Desenvolvimento Metropolitano e Oeste. A renovação da frota ainda atende às necessidades do Programa de Renovação e Gestão da Frota da PCMG, cujas diretrizes são a gradual renovação e a modernização da frota institucional, levando em consideração a melhor adequação dos veículos às atividades a que se destinam e, principalmente, contribuir para a melhoria do policiamento preventivo e repressivo, das investigações, do transporte de custodiados e dos bens apreendidos.

Fernando Pimentel ressaltou a necessidade de uma reforma no sistema prisional em Minas Gerais, revendo a questão das prisões provisórias. "Nós precisamos, com muita urgência, rever o sistema prisional. Quase metade dos presos do nosso Estado são provisórios. Ou seja, ainda não foram levados à presença do juiz para fazer uma audiência, para cumprir o trâmite legal. E boa parte poderia ter sido libertada, porque são crimes de pequena ofensividade e não demandam uma pena de prisão", disse.

O governador comentou sobre a situação orçamentária do Estado e o esforço da administração para reverter o quadro. "Estamos vivendo um momento grave, com déficit no orçamento. Precisamos do empenho, do esforço e da dedicação de todos, o que não tem faltado", afirmou.

CRITÉRIOS - De acordo com o chefe da PCMG, delegado-geral João Octacílio Silva Neto, são vários os critérios adotados para a escolha dos municípios contemplados com as novas viaturas, passando pela avaliação do estado da frota existente, pelo índice de criminalidade e a necessidade de cada região. "O índice de criminalidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por exemplo, é mais alto, e as viaturas aqui, por consequência, são mais utilizadas. Então, existe uma necessidade de substituição maior. Por isso vamos começar a substituição por aqui", afirmou.

Silva Neto explicou também a importância de a frota ser locada, o que, segundo ele, facilita a renovação dos carros e melhora a qualidade do trabalho feito à sociedade mineira. "O veículo na polícia é muito utilizado, portanto, tem um desgaste muito maior que um veículo particular. As viaturas são usadas praticamente 24 horas todos os dias da semana. Então, existe uma necessidade de renovação contínua. Já no caso da aquisição, você tem de investir um valor maior, tem de contratar manutenção, tem de ter um departamento de transporte. Existe uma série de fatores que tornam a locação mais vantajosa", completou.

PRESENÇAS - Também participaram da solenidade os secretários de Estado Sérgio Menezes (Segurança Pública), Odair Cunha (Governo), Murilo Valadares (Transporte e Obras Públicas), Francisco Kupidlowski (Administração Prisional), Eduardo Serrano (Governadoria), e Helvécio Magalhães (Planejamento e Gestão), além de policiais civis e militares, entre outros.

Em reunião realizada ontem (22/09) na Cidade Administrativa, a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) se reuniu com o vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Cabo Júlio. O objetivo foi discutir a nomeação dos servidores aprovados no concurso público promovido pela Seplag e pela Secretaria de Defesa Social (Seds) em 2013 para os cargos de agente de segurança penitenciário (ASP) e agente de segurança socioeducativo (ASE).

O resultado da reunião, da qual participaram também uma comissão representando os aprovados no concurso, foi um acordo no qual a Seplag se comprometeu a adotar as seguintes medidas:

• Homologação parcial do concurso na terceira semana de outubro de 3.790 aprovados, sendo 3.351 de ASP e 439 de ASE;

• Iniciar a nomeação dos aprovados na primeira semana de novembro;

• Dar posse imediata aos aprovados após realização da perícia, considerando a capacidade inicial da Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional, de 600 servidores por mês;

• Pagamento de bolsas. Há ainda cerca de 1.440 candidatos que não receberam a bolsa, muitos por problemas de inserção de dados como PIS, Carteira de Identidade e documentos bancários. Todo o restante será pago em até 14 dias;

De acordo com a subsecretária de Gestão de Pessoas da Seplag, Warlene Salum Drummond, que participou da reunião, o acordo representa o compromisso do Governo do Estado em manter um diálogo contínuo e transparente com os trabalhadores.

O governador Fernando Pimentel participou ontem, na Academia de Polícia Civil (Acadepol), em Belo Horizonte, da formatura de 945 investigadores da corporação. Pimentel recebeu, do chefe da instituição, delegado-geral João Octacílio Silva Neto, homenagem pelo compromisso assumido com a segurança pública Os novos policiais vão trabalhar em diversas regiões do Estado, distribuídos de acordo com a classificação obtida no processo seletivo e as demandas locais. Pela primeira vez, os aspirantes, todos graduados em ensino superior, já ingressam na corporação nomeados como policiais civis Governador participa da formatura de 945 investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais o governador Fernando Pimentel participou ontem, na Academia de Polícia Civil (Acadepol), em Belo Horizonte, da formatura de 945 investigadores da corporação. Patrono dos for - mandos, o governador, durante a solenidade, foi agraciado com o troféu O Tira , a maior honraria concedida pela instituição. A homenagem é resultado do apoio e do compromisso assumido por Pimentel de levar à frente demandas e temas relacionados à segurança pública e à instituição. “Nós queremos uma Polícia Civil bem equipada, bem treinada, bem formada, com boa carreira, bem remunerada e motivada para fazer aquilo que a população quer e merece. E não faltará a vocês o apoio do nosso Governo”, afirmou. Pimentel ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pela Polícia Civil para garantir a segurança pública da população mineira. “A segurança, hoje, é uma das maiores reivindicações da nossa população. Em todas as regiões, é unânime o desejo por uma segurança pública de qualidade. Sabedor dessa reivindicação, fico muito feliz por ver essa turma de quase mil investigadores e investigadoras muito bem formados, muito bem capacitados e motivados para essa nova missão que começa hoje”, afirmou. Fernando Pimentel destacou a trajetória percorrida pelos investigadores. “Vocês passaram primeiro por um concurso público muito concorrido e muito difícil. Depois, vieram para um curso de formação muito exigente. Quem conhece a Acadepol sabe o nível de exigência que existe. Vocês sabem que a missão do policial é uma das mais nobres do serviço público”, salientou o governador, que se disse muito honrado por ter sido escolhido patrono das turmas. “Essa é uma honra para qualquer homem público, mas especialmente num quadro de dificuldades financeiras como estamos vivendo. Significa que a turma entendeu bem os limites estreitos da ação governamental nesse momento de dificuldade e reconheceu o esforço que estamos fazendo para valorizar a Polícia Civil”, finalizou. DISTRIBUIÇÃO - Os 945 novos investigadores das 33 turmas formadas serão distribuídos por todo o Estado de acordo com critérios técnicos e objetivos que compreendem a nota classificatória do concurso e a análise da demanda de novos policiais em cada região. A previsão legislativa, os índices de criminalidade e violência, bem como o tamanho da população, serão critérios adotados para a distribuição dos novos investigadores. Pela primeira vez, os aspirantes, todos graduados em ensino superior, já ingressam na corporação nomeados como policiais civis. O chefe da Polícia Civil, delegado geral João Octacílio Silva Neto, agradeceu ao governador pelo apoio prestado à instituição. “Destaco que é o maior número de investigadores de polícia que, em só um curso, ocupou a Acadepol em toda a sua existência. E a Academia de Polícia é, por assim dizer, o encontro entre o que somos e o que vamos ser como profissionais da instituição. Posso dizer, com certeza, sobre o esforço de todos os envolvidos nesse curso de formação técnica profissional, que tem como foco formar policiais conscientes do seu papel de promotores dos direitos humanos e da cidadania com conhecimento sobre o crime e a criminalidade”, disse. A oradora da turma, Elisângela Damasceno Ramos de Souza, ressaltou o privilégio de ser policial civil de Minas Gerais. “Aprendemos aqui que ser policial, acima de tudo, é ter disposição para servir as pessoas com humildade, profissionalismo e absoluto respeito à dignidade humana. Somos privilegiados por sermos policiais civis de Minas Gerais, hoje nossa terra. Por isso, contem conosco para que esse Estado seja o melhor lugar para se viver, porque fomos preparados durante esses seis meses para salvaguardar o Estado Democrático de Direito”, discursou. PRESENÇAS - Também participaram da formatura os secretários de Estado Sérgio Menezes (Defesa Social) e Odair Cunha (Governo); o comanante-geral da Polícia Militar, Marco Antônio Badaró Bianchini; o diretor da Acadepol, delegado-geral Helbert Alexandre do Carmo; e o deputado estadual Ulisses Gomes, representando a Assembleia Legislativa, entre outros. Os novos profissionais passaram por concurso público e formaram-se na academia da Corporação

Decisão vão fazer parte do acordo para renegociação das dívidas dos estados e também proíbe reajustes de servidores por 24 meses.

Depois de muito vaivém, o governo conseguiu chegar a um acordo para votar, ainda nesta semana, na Câmara o projeto de renegociação das dívidas dos estados. Estão mantidas, segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a proibição para que os estados realizem concursos e deem reajustes a servidores nos próximos dois anos.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 257 também fixa um teto para o aumento de gastos dos estados. As despesas só poderão subir de acordo com a inflação do ano anterior. Essa limitação segue a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que o governo federal enviou ao Congresso e valerá para a União, quando aprovada.

Meirelles fez questão de afirmar que o governo não recuou nas condicionantes para garantir o alívio de R$ 50 bilhões nas dívidas dos estados. Mas, na semana passada, diante da gritaria de governadores e servidores, o Palácio do Planalto fez uma série de concessões que desfigurariam o projeto original e alimentaram as desconfianças dos investidores.

“Eu gostaria de anunciar, com satisfação, que foi acordado que o parecer do relator (do PLP 257), deputado Esperidião Amin (PSC-SC) vai, não só manter integralmente todo o acordo de reestruturação da dívida, como, também, as duas contrapartidas que foram demandadas pela União e aceitas pelos estados: a limitação do crescimento das despesas dos estados à inflação medida pelo IPCA nos mesmos termos da PEC para o governo federal e a limitação, por dois anos, de aumentos salariais a funcionários estaduais e de realização de concursos”, diz. Segundo o ministro, as medidas serão eficientes para limitar o aumento da dívida pública. “Essa é uma questão fundamental porque evita que, daqui a alguns anos, venhamos a ter um novo processo de renegociação”, afirma. Ele admite, contudo, que a renegociação das dívidas não acaba com todos os problemas dos estados, assim como a PEC do teto de gastos não esgota o ajuste fiscal da União. Por isso, o governo apresentará, proximamente, o projeto para a reforma da Previdência. Meirelles informa ainda que o governo enviará, até o fim do ano, ao Congresso um projeto para mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O principal ponto a ser discutido será a melhora na contabilização dos gastos com pessoal. As alterações devem englobar todas as esferas de governo. O ministro disse que viu a necessidade de mandar esse projeto em separado, devido à “contaminação” do debate sobre o tema. “Quanto mais rápido tudo for aprovado, melhor para o país”, diz.

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) assinou com a Minas Gerais Administração e Serviços (MGS) um novo contrato que prevê a centralização da gestão da prestação de serviços ao Governo de Minas Gerais. Até então, cada órgão mantinha uma relação contratual diretamente com a MGS, gerando 70 contratos. Agora, 58 deles passam a constar em um único contrato.

Para o secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, este novo padrão, além de ampliar a qualificação na prestação de serviços e racionalizar o gerenciamento dos contratos pela MGS, é um marco na formalização da responsabilidade de cada uma das partes.

Divulgação Seplag
 

“A gestão central será transferida para a Seplag, por meio da Subsecretaria do Centro de Gestão Compartilhada (CSC), e a responsabilidade de fiscalizar a fiel execução dos contratos será de responsabilidade de um gestor setorial formalmente designado em cada órgão tomador do serviço. Portanto, facilmente identificável a responder por qualquer problema”, explica o secretário.

O diretor-presente da MGS, Carlos Vanderley Soares, ressalta a reestruturação do papel da prestadora de serviço, impulsionada por esse contrato. “Um grande desafio está sendo vencido. A MGS deixará de ser uma locadora de mão de obra para ser uma empresa prestadora de serviços qualificada em seus processos de trabalho e com forte incorporação de tecnologias de informação, informática e comunicação”, avalia.

Soares explica que houve um esforço gerencial da diretoria executiva da MGS e de seus empregados para redução das despesas operacionais de custeio, o que foi alcançado com a criação do Comitê Permanente de Gestão e Monitoramento de Despesas. Ao mesmo tempo, a atual gestão conseguiu recuperar créditos previdenciários relativos a pagamentos indevidos em exercícios anteriores.

Recuperação

Estas medidas combinadas possibilitaram à MGS melhorar significativamente o resultado operacional em 2015, saindo de R$ 24 milhões negativos acumulados até o fim do primeiro semestre e encerrando o ano passado com R$ 6 milhões de déficit.

“Vivemos um paradoxo, pois enfrentamos um momento econômico-financeiro delicado e, ao mesmo tempo, um ciclo virtuoso, impulsionado pelos trabalhos de preparação para o novo modelo de contratação com o Estado”, comenta Soares.

Outras transformações, sobretudo na área da tecnologia da informação, têm ajudado a empresa na busca de maior eficiência na prestação de seus serviços. “Trata-se de uma mudança de paradigma que reflete uma guinada cultural histórica na mentalidade empresarial da MGS”, reforça o presidente da empresa. “Poderemos realizar nosso trabalho, monitorar os resultados e apontar melhorias com mais agilidade, respondendo positivamente às exigências de desempenho acordados nos Acordos de Níveis de Serviços (ANS) constantes do novo contrato celebrado com o Estado de Minas Gerais”.

Assinaram o contrato pela MGS o diretor-presidente da MGS, Carlos Soares, e o diretor comercial Júlio Mourthé, com a presença da subsecretária do CSC/Seplag, Dagmar Dutra, e o diretor administrativo-financeiro da empresa, José Maurício Salgado. O valor previsto para o contrato é de R$ 55 milhões por mês, com duração de 60 meses.

Por Agência Minas

O município de Divinópolis (MG) ampliará os serviços de radioterapia oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nesta quarta-feira (27), o Hospital São João de Deus recebeu do Ministério da Saúde, mais um acelerador linear – equipamento de última geração utilizado para o tratamento de diversos tipos de câncer. A entrega aconteceu no setor oncológico da unidade hospitalar e contou com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O acelerador foi adquirido com recursos de emenda parlamentar, por meio de convênio firmado entre o município e o Ministério da Saúde, na ordem de R$ 1,8 milhão. A Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas complementou a verba com o incremento de mais R$ 1,2 milhão. Para o ministro Ricardo Barros, o equipamento vai melhorar o atendimento oncológico na região. “Já temos a liberação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O equipamento tem capacidade para realizar uma média de 100 sessões de radioterapia por dia, ou seja, é uma importante ampliação da oferta de radioterapia para a população”, destacou Barros.

Crédito: Ministério da Saúde
Crédito: Ministério da Saúde

O Hospital São João de Deus é filantrópico e referência nas especialidades de oncologia, cardiologia, nefrologia, ginecologia obstetrícia, pediatria, neurologia, clínica médica e cirurgia geral, além de ser habilitado na Alta Complexidade em Oncologia. Possui ao todo 275 leitos atendendo pelo SUS e 3.391 profissionais, sendo que 267 são médicos. A instituição recebe por ano o valor de R$ 2,2 milhões referentes ao Incentivo de Adesão à Contratualização (IAC).

Hospital Regional

Ainda em Divinópolis, o ministro Ricardo Barros visitou as obras do Hospital Regional Divino Espírito Santo. Atualmente, unidade está com 78% das obras

concluídas. Orçado em R$ 79 milhões, o Hospital Regional foi projetado para atender a uma população de 1,2 milhão de pessoas da Região de Saúde do Oeste mineiro. Ao início do funcionamento da unidade, estão previstos a disponibilidade de 210 leitos para internação, UTI Adulto e Neonatal, cuidados intermediários e pronto-socorro. “Esse Hospital contará com a ajuda do Governo Federal para seu funcionamento. A expectativa é que a partir de setembro tenhamos fôlego para avançar para retomar novas habilitações, serviços ou contrapartida orçamentária do governo federal”, enfatizou Ricardo Barros.

Hospital da Baleia

Ainda na quarta-feira (26), ministro foi aos Hospitais da Baleia e do Barreiro, em Belo Horizonte. O Hospital da Baleira atende 90% SUS e é formado por três unidades. O ministro conheceu a ala pediátrica e de cuidados prolongados, que foi reformada com recurso do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) no valor de R$ 300 mil. Além de oncologia, a unidade atende a outras 24 especialidades, sendo referência em cirurgia buco-maxilar, dermatologia, nefrologia, neurocirurgia e pediatria. O hospital da Baleia teve três projetos aprovados no âmbito do PRONON entre 2013 e 2015, no valor de R$ 2,47 milhões. “Vim aqui para colocar luz sob as boas práticas. O Hospital da Baleia é referência, bem administrado e tem credibilidade para ter apoio da sociedade. Sempre visito hospitais que são referência para que os outros aprendam como se faz o equilíbrio financeiro e orçamentário de uma instituição filantrópica”, afirmou Ricardo Barros.

Ibirité

Em Ibirité (MG), Ricardo Barros, foi a Maternidade e Hospital Regional de Ibirité, que faz atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a uma população de 852 mil pessoas da região de Contagem. A unidade presta serviços especializados como atenção às pessoas em situação de violência sexual, atenção à saúde auditiva, diagnóstico o por imagem, por laboratório clínico, farmácia, fisioterapia, hemoterapia, suporte nutricional, e transplante. Além do hospital, nas mesmas instalações também funciona uma UPA 24h, que será transferida para um terreno ao lado após a conclusão das obras, que já estão em andamento.

Durante a agenda em Minas Gerais, o ministro pontuou que a prioridade é ajustar as contas, para buscar novas formas de financiamento. “O contingenciamento de R$ 5,6 bilhões foi liberado e nós cumpriremos todas as obrigações já contratadas. Existem novos pedidos de credenciamentos e habilitações que estamos estudando, mas vamos tratar disso quando houver disponibilidade financeira. No momento, o objetivo é cumprir tudo o que já temos contratado com estados e municípios e, nesse sentido, posso garantir que todo o orçamento deste ano está recomposto e tudo será pago em dia”, assegurou.

Outra prioridade do novo ministro é visitar unidades de saúde no país em busca de exemplos de sucesso em gestão para serem implantadas no SUS. Ricardo Barros já foi a sete unidades da federação: Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Santa Catarina. “Informação é imprescindível para nortear a gestão de qualquer unidade e temos excelentes exemplos que podem ser replicados no país”, enfatizou Barros.

Por Portal da Saúde

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